Tessar | Carl Zeiss Jena

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–  360 mm | f:6,3  | 1911 –

A primeira Tessar

Tessar é provavelmente a lente que mais se produziu até hoje. Introduzida em 1902, foi uma criação de Paul Rudolph da Carl Zeiss. Desde então o seu conceito construtivo tem sido utilizado em grande formato e até em miniaturas como a Minox. Lentes com o design da Tessar alcançaram a ordem dos milhões de unidades e equiparam todos os tipos de câmeras fotográficas. Até hoje, a mesma ideia de base ainda pode ser encontrada em muitas lentes de telefones celulares. Talvez você tenha uma Tessar e não sabe.

Em termos de filiação ela foi um rápido desdobramento de ideias introduzidas com a famosa Protar (anteriormente chamada Anastigmat, lançada em 1890, também pela Carl Zeiss) e da Unar (também da Zeiss). A Protar é série de lentes com apenas dois grupos simétricos de lentes que ficam coladas de um de de outro lado do diafragma, duas, três e até quatro lentes em cada grupo, este é o caso da Protar series VIIa. Foram as primeiras a corrigir astigmatismo com a possibilidade de aberturas até f7 e menores. Unars eram também simétricas, corrigidas e utilizavam dubletos espaçados por ar dos dois lados do diafragma.

Tessar, é um nome que vem do grego τέσσερα, téssera, que significa 4, relativo aos quatro vidros de sua construção. Ela não é simétrica e tem 2 elementos espaçados na frente do diafragma, estes são de convergência fraca e seu papel é mais o de ajudar a corrigir as aberrações. Os dois elementos atrás do diafragma são colados e são eles que dão poder de convergência ao conjunto. Talvez já antevendo um futuro brilhante para a nova lente, em 1906 a Zeiss adotou como logotipo da companhia um desenho baseado no dubleto da Tessar.

A virtude desta lente está em que ela é relativamente simples de construção e produz uma imagem muito nítida através de todo o plano do filme, mesmo na faixa de diafragmas mais abertos. Sendo simples e com poucas interfaces ar/vidro ela também evita a ocorrência de luzes parasitas e reflexões indesejadas ou flare com se diz no inglês. Isso melhora o contraste da imagem final, condição especialmente importante antes da existência de tratamentos anti reflexo que viriam apenas depois da Segunda Grande Guerra. Em termos práticos ela podia competir com outras anastigmáticas, bem mais caras, e ainda satisfazer os fotógrafos mais exigentes.

A lente apresentada acima, em latão, é uma Tessar vintage em sua primeira versão comercial com abertura f6.3 e impressionantes 70º de ângulo de visão. Foi produzida em abril de 1911 (informação baseada em seu número de série 157538). A ilustração abaixo, vem do arquivos da Zeiss Zeiss Archive  e corresponde exatamente a esta versão da Tessar.

Muitas variações e melhoramentos foram feitos nas décadas subsequentes. De acordo com o Lens Collectors Vade Mecum houve uma versão f4.5 em 1906, desenhada por E. Wandersleb. Mais tarde, em 1930 chegou até f2.8 com um novo desenho de W.Merté e E.Wandersleb. Algumas versões para uso em cinema, filmagem e projeção, eram até mesmo mais rápidas.

A seguir reproduzo um trecho de um artigo sobre os 5 primeiros anos da Tessar. Foi publicado por Josef Maria Eder on ‘Jornal de fotografia e técnicas de reprodução para o ano de 1907’  (no original alemão: Jahrbuch für Photographie und Reproduktionstechnik für das jahr 1907):

Em 1902 Zeiss requereu a patente para suas lentes tipo Tessar. Seu inventou, Dr. Paul Rudolph, propôs inicialmente duas versões, a Tessar 1:6.3 como uma lente universal com média luminosidade, e uma Apo-Tessar 1:10 até 1:15 como uma objetiva para reprodução […] As duas séries se tornaram, cada uma em sua especialidade, muito populares. Wandersleb tentou, para as séries já lançadas, melhorar suas características com uma Tessar mais luminosa. As investigações que ele conduziu nessa direção tiveram sucesso e levaram à construção da Tessar 1:4.5 e 1:3.5. Estas foram recentemente lançadas pela Zeiss como série Ic, em adição à Tessar 1:6.3 [série IIb].

A Tessar é muito adequada para trabalhos em tri-cromia a partir da natureza. A Tessar 1:4.5 (Fig. 107), assim como a Tessar 1:6.3, é completamente livre de distorções, tão bem como qualquer outra luminosa simétrica anastigmática [Protar, Planar ou Unar, por exemplo]. Wandersleb enfatiza isto pois em publicações sobre lentes simétricas, especialmente brochuras e opiniões de entendidos, é assumido que a construção em simetria eo ipso [por si mesma] elimina distorções. Esta visão é incorreta. É válida apenas se a imagem formada pela lente é em tamanho natural, um caso que ocorre, exceto em fotografia de reproduções, praticamente nunca. A maior parte das fotografias, especialmente com câmeras de mão, estão próximas do outro extremo, ou seja, quando o objeto está no infinito e portanto a uma escala 1:∞. Nestes casos a simetria falha como meio para a completa ortoscopia [imagem sem distorções].

A nova e mais luninosa Zeiss Tessar, série Ic, 1:3,5 e 1:4,5, tem o mesmo tipo de construção. Apenas quatro lentes são utilizadas. Duas das quais são cimentadas uma na outra, e as duas restantes separadas por ar. As lentes são desenhadas para retratos, cinematografia e tri-cromia. A Tessar de abertura 1:4,5, como a Unar, tem um ângulo de visão de aproximadamente 50º.

50º para a Ic comparados a 70º da série IIb – como sempre acontece no design de lentes, o ganho em luminosidade só se consegue com o sacrifício de alguma outra coisa, neste caso foi o ângulo de visão. No Lens Collectors Vade Mecum é ventilado que a Zeiss pensava mais em focar nos seus outros desenvolvimentos e guardar a Tessar para um passo futuro. Eles não estavam à época a procura de substitutos para suas Anastigmats. Mas a qualidade da Tessar tornou-a rapidamente uma favorita entre os fotógrafos.

Há uma suspeita de que o sucesso da Tessar tenha vindo um pouco como surpresa e demorou um certo tempo para a preparação de uma versão mais rápida. Bom lembrar que a Zeiss introduziu as f4.5 Anastigmat, Planar e Unar em seguida nos últimos 10 anos e provavelmente gostaria de manter mais continuidade nesta abertura! A f4.5 Tessar veio a ser um produto que colocou todas as outras na sombra. Comparada com a f6.3 ela era mais rápida e de maior sucesso, no entanto, connoisseurs dizem que ela simplesmente não é um item tão carismático. Mas ela substituiu ambas f4.5 Unar e Planar

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A primeira Tessar f6.3 360mm, com foi dito acima, tem impressivos 70º de ângulo de visão. Isto calculado dá um círculo de imagem de 50,4 cm (~20″). Considerando que a placa inteira standard (18 x 24 cm) demanda apenas 30 cm de círculo de imagem e  8 x 10″ requer ~13″, é claro que ela permite muitos movimentos em relação ao filme. Esta série foi nomeada Tessar IIb e a de 360 mm marcada como XI. O diâmetro da lente é 61 mm e o corpo todo tem 74 mm de altura. De início a série IIb foi produzida nas focais 40, 56 ,84, 112, 136, 145, 155, 180, 210, 255, 305, 365, 490, 590 mm. Mais tarde, as 56, 112, 136,255, 305 e 365 foram arredondadas para 55, 120, 135, 150, 250, 300 e 360 respectivamente.

Abaixo está um retrato realizado com a lente completamente aberta f6.3. Um obturador Guerry foi utilizado (velocidade em torno de 1/4 s). O que vale a pena notar olhando a ampliação de detalhes na direita é que ao mesmo tempo que a textura do tecido da camisa no canto inferior esquerdo é perfeitamente visível, podemos ainda contar os poros na parte central do rosto e os fios de cabelo na parte mais acima da imagem. Isto é o que se espera de uma lente anastigmática e a Tessar, já nesta sua primeira versão, consegue isso com a abertura máxima. Antes das anastigmáticas, qualquer lente tinha algum tipo de confusão, mais ou menos acentuada nos pontos distantes da região central da imagem, não importava a distância do assunto para a lente, eram áreas impossíveis de focar e o único remédio era fechar bastante o diafragma.

Especificamente esta lente tem algo incomum. A escala de aberturas, em vez de mostrar uma das séries conhecidas de números f, como f8, f11, f16, f22… mostra o diâmetro do diafragma em milímetros. Vai de 3 a 51 mm, um a um, sendo o 48 o último que vem por escrito. Dividindo-se 360 por 6.3 obtemos 57 mm, através da definição de números f, sabemos que esta é a pupila de entrada da lente, ou o diafragma efetivo o qual eu medi e confirmei. Isto significa que de iris para pupila de entrada temos um ganho de ~12% (57 ÷ 51). Utilizei então a mesma proporção para calcular números f para toda a escala em milímetros. O resultado está em uma tabela no final deste artigo.

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Aqui ela está montada sobre a Thornton Pickard Royal Ruby que foi utilizada para o retrato acima utilizando-se um filme 18 x 24 cm. Ela aparece em um obturador de cortina (também Thornton Pickard), mas como foi dito acima, para o retrato foi montado um Guerry na frente da lente pois obturadores de cortina antigos não são bons para velocidades lentas como 1/4 s. O lens board é um ‘faça você mesmo’ em latão 13 x 13 cm que convenientemente serve também um uma Linhof 13 x 18.

A Tessar para grande formato foi produzida por muitas décadas. Assumindo que alguém interessado em Tessar é alguém procurando imagens nítidas e sem distorções, para uso atual, as que têm tratamento anti-reflexo (coating) são itens muito desejáveis. Esta abaixo, de acordo com seu número de série, foi produzida entre 1961 e 1964. É relativamente fácil de se encontrar e os preços são normalmente baixos por conta da disponibilidade. É uma excelente opção para se iniciar em grande formato.

A fotografia abaixo foi tomada com esta objetiva. É a prefeitura de Hamburgo. Tempo de exposição foi por volta de 15 segundos em f11 sobre Agfa 100, 13 x 18 cm revelado em 510Pyro. A correção de perspectiva foi feita subindo a lente e note que a linha do horizonte desceu bem. Isto quer dizer que com 210 mm e 13 x 18 cm esta lente tem um ângulo de visão que permite boa liberdade para se mover a lente. Isto significa um bom círculo de imagem. A câmera foi uma sólida Linhof e o tripé um outro peso pesado da Gitzo.

Para os meus standards de qualidade, eu considero esta uma excelente imagem em termos de detalhes e contraste. É claro que filme/ revelador/ sorte/ etc têm um papel nisso tudo. Até mesmo a atmosfera, que estava tão limpa e seca, ajudou bastante no resultado final. Mas certamente nada disso conseguiria compensar uma lente de má qualidade.

Acima, detalhe do relógio. A imagem veio de um scan direto do negativo.

A lente frontal tem um diâmetro de 52 mm. Diâmetro para o filtro é 67 mm e o corpo da lente tem 51 mm de altura. Aberturas vão de f4.5 até f32. O coating tem um tom azulado e pela idade e aspecto desconfio que seja single coating.

Tessar em todos os formatos e sistemas

Já no início do século XX o acabamento em latão envernizado com laca vai desaparecento completamente. Cede lugar para o preto ou metálico tipo alumínio. Acima está uma Carl Zeiss Jena – Tessar 1:4,5/210 mm de 1928. O diâmetro da lente frontal é 49 mm, o diâmetro máximo do corpo é 74 mm e o comprimento 49 mm. Aberturas vão de f4.5 a f32. Número de série 914226. Há um BVI gravado no anel de abertura mas não consegui até agora descobrir o que significa. Ela veio nesta Graflex Auto RB. Uma câmera monoreflex de grande formato. Por conta do tipo de construção a lente fica só um pouco para fora do lens board e seu corpo para dentro do fole. Isto é para se poder fechar a tampa. É uma boa combinação para retratos pois sendo uma monoreflex ela permite disparar imediatamente após a focalização.  Podemos calcular a lente normal para 9 x 12 cm como 150 mm, de forma que a 210 mm favorece a perspectiva para retratos.

Se você observar, irá notar que uma grande parte das muitas câmeras de dobradura (folding cameras) dos anos 20 e 30, uma espécie de híbridas entre view cameras e handheld cameras,  usavam Tessar. A Nixe B, abaixo, produzida pela ICA, parte da Zeiss Ikon, é um típico exemplo. Ela podia fotografar com filme em rolo ou chapas (8 x 14 cm e 9 x 14 cm respectivamente) e usava uma Tessar f4.5 150 mm montada em um obturador Compur.

Também a segunda geração de Rolleiflexes usava a Tessar como objetiva principal. Este modelo tem a referência 622 e utiliza uma Tessar f3.5 75 mm e foi produzido entre 1932 e 1938. A mesma câmera com Tessar f3.8 e f4.5 75 mm estava também disponível. De acordo com o Rolleiclub, apenas esta câmera, significou  95.000 Tessars produzidas.

Super Ikontas (abaixo), foram lançadas pela Zeiss Ikon em 1934. A maioria delas equipadas com a Tessar (Novar e Xenar foram também utilizadas). Eram três fomatos diferentes para o mesmo filme 120: 4,5 x 6 cm, 6 x 6 cm and 6 x 9 cm. Nomeadas com A, B e C Super Ikontas, respectivamente. As lentes Tessar eram de f3,5 nas A e C e f2.8 para a B. De acordo com o Zeis Compendium East and West – 1940-1972 esta lente era “vista com um pouco soft quando toda aberta”. Também no Lens Collectors Vade Mecum  encontramos a observação de que o desenho de 1931, de Merté: ” a versão original para 6 x 6 cm Super Ikonta parece ser algo diferente e é menos apreciada pelos usuários.” Em outra passagem do Vade Mecum, le-se, no entanto que a versão redesenhada em 1952 “estava bem afrente da velha f2.8 Tessar usada nas Super Ikontas de antes da guerra”.

Eu já utilizei as duas, uma versão mais antiga e uma outra com tratamento anti reflexo, produzida depois da guerra. Penso que nenhuma delas dá conta do mesmo resultado de outras Tessars que usei em outras câmeras, menores e maiores, em termos de nitidez. Dito isso, não é de qualquer forma uma lente que decepciona e nitidez também não é tudo em uma imagem. A câmera em si é uma ótima companheira de viagem, sendo pequena para uma médio formato, apesar de pesada. Abaixo está uma foto com viragem, realizada no Seringueti na Tanzânia, e outra em Paris na França.

Em 35mm a Tessar é uma ótima opção e equipou provavelmente millhões de câmeras, desde as muito simples como essa Contessa 35 da Zeiss Ikon, até experimentos futuristas como a Werra, também da Zeiss Ikon. É uma lente de uso geral que se serve bem para o espírito de fotos instantâneas.

A fotografia abaixo foi tomada com a Werra e ilustra como uma Tessar, em uma câmera como esta, é apenas dedicada a fielmente capturar a cena. Foi realizada com abertura total f 2.8. A Leicas, definitivamente no conceito de uma fotografia mais intuitiva no “momento decisivo”, usava em sua linha de lentes a famosa Elmar, da Leitz, e esta era também uma lente com o tipo de construção da Tessar. Seria, nos dias de hoje, algo bem no espírito da fotografia com celulares.

Nas mais sofisticadas monoreflex, com melhores condições de focalização, pode-se pensar na Tessar para ampliações maiores pois a qualidade da imagem por todo o negativo é surpreendente. Esta Contaflex Super BC é conhecida por utilizar uma Tessar redesenhada na década de 1960 e que é capaz de imagens contrastantes e muito nítidas.

O elemento frontal pode ser trocado e dessa forma varia-se a distância focal. Estes foram chamados Pro-Tessar e eram oferecidos nas focais 35, 85 e 115 mm. O que aparece na foto abaixo é uma angular média de 35 mm.

Abaixo, uma foto tirada com a lente normal f2.8 50mm em Freiburt – Alemanha. Note como mesmo as folhas iluminadas pelo sol e posicionadas contra um fundo escuro não apresentam nenhum halo. A textura no tronco das árvores e no chão tem a mesma qualidade por todo o campo visual.

Bem, este foi apenas um breve resumo do nascimento e história das Tessars. O objetivo foi mais de dar uma visão de como foi uma lente versátil e de grande sucesso. Para uma lista bem mais completa de suas versões e datas, o acima mencionado Lens Collectors Vade Mecum é a fonte ideal. O Zeiss Archive (em alemão) deve certamente ser mais completo mas penso que ele se presta mais a uma pequisa sobre um item específico e não oferece uma visão do todo.

 

A Tessar é realmente uma clássica. Mas sendo muito comum e de preço relativamente baixo, os fotógrafos gostam mais de citar lentes mais caras, raras e complicadas pois não dá muito status falar de lentes que equipavam point & shoots para amadores. É uma lente que dá prioridade para o assunto. Ela não pretende ter uma assinatura ou introduzir soft focus ou qualquer efeito especial. Coisa que está muito na moda hoje entre os que usam lentes antigas. Em vez disso ela vai bem no espírito straight photography (fotografia direta) para dar uma reprodução fiel daquilo que o fotógrafo tinha diante dos olhos.

O sucesso foi tanto que a Zeiss licenciou muitos outros fabricantes para produzir o design da Tessar. Abaixo um anúncio da Bauch & Lomb com a Tessar Ic publicada na Photominiature de maio de 1910. Note que ele fala em “poder de cobertura” para uma lente de apenas 50º. Diz também que “garante um efeito soft para paisagens e retratos”. Isto quer dizer que desde aquela época já não se podia confiar muito em propaganda.

Na mesma revista em setembro de 1914 a chamada vai toda para o “retrato familiar” (home portraiture).

Também muito outros fabricantes simplesmente copiaram o conceito e lançaram suas próprias marcas.  Kingslake dá uma lista de fabricantes e suas lentes nessa categoria.

Agfa: Solinar
Berthiot: Flor, Olor
Boyer: Saphir
Busch: Glyptar
Dallmeyer: Dlamac, Perfac, Serrac
Ernemann: Ernon
Hermagis: Hellor, Lynx
Ilex: Paragon
Kodak: Ektar
Laack: Dialytar
Leitz: Elmar, Varob
Meyer: Primotar
Plaubel: Anticomar
Rodenstock: Ysar
Ross: Xtralux
Roussel: Stylor
Schneider: Comparon, Xenar
Taylor-Hobson: Apotal, Ental
Voigtlander: Heliostigmat, Skopar
Wollensak: Raptar
Wray: Lustrar

Para finalizar, abaixo, uma propaganda do distribuidor americano E.B.Merowitz, para as lentes da Zeiss. Também na Photominiature, desta vez em dezembro de 1909. A lente anunciada é o desenho de 1902 da série IIb.

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Apêndice:

Tabela de conversão de mm para f stops para a Tessar IIb – 360 mm

 

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