Ferrótipo | Hamilton L. Smith

O ferrótipo é mais um desdobramento do uso do colódio como base para suspensão dos sais de prata. Ele utiliza a mesma característica do ambrótipo no qual um fundo negro faz o tom médio da prata metálica gerar uma imagem positiva direta. A diferença básica em relação ao ambrótipo é que o ferrótipo, ou ferrotype ou ainda tintype no inglês, utiliza uma lata pintada de preto como suporte para o colódio.

A lata, é um aço coberto por uma fina camada de estanho, que é tin em inglês, daí o nome tintype. Ferrotype faz referência ao ferro do aço. As vantagens do ferrótipo sobre o ambrótipo são várias: tem um custo bem menor, é fino e pode ser colocado em álbuns ou montado em um simples cartão, é leve e não quebra com o vidro. Porém, sua aparência é bem mais pobre, não tem o brilho e a nobreza do ferrótipo.

Entre os fotógrafos oferecendo ferrótipos estavam principalmente fotógrafos itinerantes, de feiras e festas populares. Eram fotógrafos de rua de um modo geral que por algum troco faziam e entregavam a foto ao cliente em alguns minutos.

Como o preço era um fator determinante, os ferrótipos têm em geral um tamanho reduzido e nos dias de hoje estão em geral bem escurecidos. Isso ocorre por conta de que nem mesmo no momento em que foram feitos já não apresentavam brancos puros, pois o que seria branco é na verdade a parte que foi sensibilizada e revelada, seria o preto em um negativo. Mas além dessa condição inicial, os ferrótipos eram envernizados, como proteção e no geral, depois de tantos anos este verniz já oxidou e escureceu ainda mais as altas luzes da imagem.

Esse escurecimento não tem remédio pois o verniz fica impregnado na camada com os cristais de prata e é impossível se remover apenas esse verniz sem danificar o que ser queria salvar.

A patente para o processo do ferrótipo foi registrada em 1856, cinco anos após Archer publicar o processo do colódio. Isto oficializou o americano Hamilton L. Smith como seu inventor, mas sabe-se que, por exemplo, o francês Adolphe-Alexandre Martin já havia descrito o processo em 1853.

Como os outros processos usando colódio, o Ferrótipo teve uma virtual extinção com a introdução das placas secas de gelatina. Mas justamente por ter um lado quase marginal, praticado por fotógrafos de rua, continuou sendo oferecido em pontos turísticos e festas populares. O ferrótipo que abre este artigo, por exemplo, Erinnerung an das jahr 1901, Lembrança do ano 1901, já é um ferrótipo bem tardio.

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A química da prata e seus haletos na produção de sais sensíveis à luz já era bem conhecida nos anos 1870. O que realmente faltava era o meio de suspensão ideal. Essa foi a revolução da gelatina. Foi ela que tornou possível a fotografia moderna.

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