Praktica | VEB Pentacon

A Praktica foi uma câmera com um papel importante na história da fotografia. Era conhecida, assim como a K1000 da Pentax, como a câmera do estudante. Ela era acessível, confiável, totalmente manual e por tudo isso muito popular entre os iniciantes da fotografia.

Se repararmos nas especificações da maioria das SLR (Single Lens Reflex) que fizeram sucesso dos anos 60 em diante, chega a impressionar a uniformidade nos controles de base. Quase todas tem um obturador de cortina que vai de 1 s a 1/1000 s, uma óptica que foca até aproximadamente meio metro e oferece aberturas de f/1.4 a f/3.5 com a lente normal de 50mm, contador de poses automático, sapata para flash e sincronizam a no máximo 1/60s.

As diferenças estavam mais no “sistema” que ofereciam em acessórios e principalmente ópticas. Também é inegável que durabilidade, acabamento e o nível de engenharia que se traduz em ajustes firmes e ao mesmo tempo macios, aquela típica sonoridade que nos assegura que tudo lá dentro está trabalhando com conforto e precisão, são qualidades quase intangíveis mas que fazem a diferença entre as marcas premium e as outras.

As Prakticas estavam no limiar entre as duas categorias. Era uma ótima câmera de entrada, para começar no hobby ou mesmo em alguns jobs profissionais para depois evoluir para algo mais em linha com uma fotografia exigente. Como até a posição dos controles era algo como que padrão, a migração era muito fácil.

Genealogia

A primeira câmera monoreflex utilizando filme 35mm a se estabelecer no mercado foi a Kine Exakta da Ihagee de Dresden, lançada na feira de Leipzig em março de 1936. Era uma câmera, ou melhor, um sistema completo, muito sofisticado e endereçado a um mercado premium.

Com outra abordagem, em 1939, Siegfried Böhm que trabalhava na Kamera-Werke (KW), que era fabricante da simpática Patent-Etui, uma folding camera extremamente bem construída, mas de uma geração anterior, pois foi lançada em 1920, criou a Praktiflex, a segunda monoreflex para filme 35 mm a fazer história.

O conceito da Praktiflex era o de uma câmera para o fotógrafo amador. Se a Exakta era a escolha do cientista ou do profissional, a Praktiflex almejava o público de fotos em instantâneos de família e passeios sem muito compromisso. Porém, desde a Patent-Etui, a filosofia da KW era a de construção inteligente e alta qualidade. Isso transferiu-se totalmente à Praktiflex.

A Praktica foi a reedição, em 1949, da Praktiflex. Manteve a arquitetura básica do corpo mas adotou o padrão de rosca M42 que viria a ser o primeiro sistema de acoplamento inter-marcas de lente x câmera. Embora seja comum encontrarmos hoje referência à montagem M42 como sistema Pentax, a firma japonesa adotou o padrão apenas 10 anos mais tarde em 1959. O M42 foi lançado pela VEB Zeiss Ikon e Kamera-Werke (KW) em 1949 para equipar a SLR Contax S e a Praktica, respectivamente.

Propagandas na revista americana Popular Photography de julho/1951 – na mesma página. A notar que o preço da Praktica com uma lente Tessar f/3.5 com anti-reflexo (T coated) era de USD 84,50 contra USD 129,50 da Exakta com a mesma lente.

Pós-guerra na indústria fotográfica alemã

Mas para entendermos como que o projeto da KW foi parar na Pentacon é preciso considerar o que significou a divisão de Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental.

O coração da indústria fotográfica alemã estava em Dresden. Havia lá, desde há muito tempo, uma constelação de empresas fabricantes de câmeras, ópticas e também as especializadas em partes avulsas, como obturadores, que eram integradas a projetos completos. Aconteceu que Dresden ficou na Alemanha Oriental e todos esses fabricantes foram estatizados e vieram a formar a gigante VEB Pentacon, onde VEB vem de Volkseigener Betrieb, que seria simplesmente Empresa Estatal ou do Povo, e Pentacon veio da junção de Pentaprisma com Contax.

Mas este conglomerado da indústria foi acontecendo em etapas. Em 1959: várias empresas de Dresden (incluindo KW and Zeiss Ikon) foram reunidas sob o nome Kamera-und-Kinowerke Dresden. Somente em 1964: esta entidade foi oficialmente nomeada VEB Pentacon.

Na nova organização a Pentacon ficava responsável pelo corpo, pela câmeras e a Carl Zeiss Jena, fornecia as lentes. Até 1953 as ópticas de Jena eram ainda exportadas para equipar câmeras como a Rolleiflex e outras no lado Ocidental, mas a partir deste ponto as vendas para o “outro lado” foram interrompidas e toda produção canalizada para as exportações já em câmeras VEB Pentacon ou pelo menos no padrão M42.

Embora a montagem M42 tenha tornado as lentes Carl Zeiss Jena mundialmente famosas e acessíveis a milhões de pessoas, ela também foi uma armadilha estratégica. A demanda do Estado por milhões de lentes “Zeiss acessíveis” para câmeras Praktica impediu a empresa de evoluir para a superpotência de alta tecnologia que poderia ter se tornado em um mercado livre, onde os interesses de uma indústria óptica não estariam necessariamente amarrados a uma única fabricante de câmeras.

Houve também uma disputa pelo nome Zeiss e vários produtos de Jena foram vendidos simplesmente como “aus Jena” e também usando letras avulsas como “B”, “S”, “T” eram referências a Biotar, Sonnar, ou Tessar. Ao final dos litígios, o lado da Alemanha Ocidental, a Carl Zeiss Oberkochen, ficou com o direito internacional de uso dessas marcas.

Novas tecnologias

Em meio a tantas turbulências políticas e de governança, os laboratórios de pesquisa e desenvolvimento não ficaram adormecidos e algumas coisas muito interessantes foram incorporadas à série Praktica.

Pentaprisma para visão não invertida

Seria provavelmente impossível para as monoreflex ganharem a preferência sobre as range-finders com o visor tipo waist level finder. Depois da Leica, enquadrar a cena através de um visor ao nível dos olhos tornou-se algo indispensável em muitos ramos da fotografia, em especial a jornalística que justamente nessa época crescia e se reformulava rapidamente com os semanários.

Não era nem mesmo apenas a questão de ver ao nível dos olhos. A imagem invertida direita x esquerda que o espelho produz sobre o pequeno vidro despolido das primeiras monoreflexes para filme 35 mm é algo difícil de se acostumar e uma enorme barreira para os iniciantes. A imagem nesse pequeno despolido precisa ser invertida novamente para que seja vista pelo visor como se este fosse apenas espiar por um buraco.

Acima está um pentaprisma que funciona apenas como um defletor de 90º. Se for montado sobre o despolido de uma SLR, olhando para frente estaremos vendo para baixo, para o despolido. Isso é bom, porém, veja que o F sai invertido. Há uma inversão lateral direita x esquerda
No pentaprisma corrigido, uma das faces é substituída por duas faces em ângulo, como um telhado de duas águas. Agora há uma reflexão lateral dupla. Veja que o raio pontilhado que entra no prisma pela direita do raio principal sofre duas reflexões nesse telhado e sai do prisma pelo lado esquerdo. Não há mais inversão lateral. Ela foi corrigida.
fonte: wikipedia

Por esses dois fatores o pentaprisma foi determinante na ampla aceitação do conceito single lens reflex ou SLR. A primeira câmera a ser equipada com um pentaprisma foi a Contax S e ela foi um desenvolvimento da Zeiss Ikon em Dresden em 1949. Logo, por estarem consolidadas em um conglomerado estatal, já em 1952 a Praktica FX também ganhou o seu prisma, a princípio como acessório, e a partir de 1964 foi incorporado no corpo da câmera da Praktica V.

O princípio óptico do pentaprisma era conhecido de longa data. Não era, a rigor, algo facilmente patenteável. Havia ainda a questão do pós-guerra e a dificuldade que seria forçar um reconhecimento de direitos para a Alemanha Oriental. O que realmente deu uma dianteira competitiva à Zeiss Ikon de Dresden foi a dificuldade de se fabricar o pequeno bloco de vidro sem deixar que uma faixa vertical seja percebida no meio da imagem. Mas foi uma pequena dianteira. Logo o conceito foi percebido como algo mandatório para as SLR e todos os fabricantes o incorporaram rapidamente.

Montagem em M42

O espírito totalitário e totalizante da nova administração estatal na Alemanha Oriental teve pelo menos um fruto em matéria de racionalização e universalização de alguns parâmetros que poderiam ter ficado isolados e diferenciados em diversos fabricantes. Foi assim que a Contax S da Zeiss Ikon e a Praktica da KW foram lançadas em 1949 compartilhando a mesma montagem para suas ópticas conhecida como M42, que nada mais é que uma rosca com 42 mm de diâmetro.

É claro que isso só foi possível porque além da rosca em si foi padronizada a distância do batente da flange até o filme. Esta ficou em 45,5 mm. É a distância suficiente para acomodar o espelho que fica a 45º quando o visor está aberto mas que deve pivotar e deixar a imagem passar no momento do click.

O padrão foi amplamente adotado e permitiu se misturar corpos e ópticas de procedências totalmente diferentes. Aqui vai uma lista dos principais fabricantes que lançaram câmeras no padrão de montagem da lente em M42:

1. Asahi Optical Co. (Pentax – Japão): A Pentax utilizou a montagem M42 desde os seus primeiros modelos Pentax (1957) até à sua série de enorme sucesso **Spotmatic** (a partir de 1964), até introduzir a montagem K em 1975. O sucesso global da Pentax contribuiu significativamente para a popularidade da montagem, que era frequentemente chamada de “montagem de rosca Pentax”.
2. KMZ (Zenit – União Soviética): Após utilizar inicialmente a montagem M39, a KMZ mudou a sua popular linha de SLR **Zenit** para a montagem M42 (começando principalmente com a Zenit-E por volta de 1965), produzindo milhões de câmaras com esta montagem.
3. Yashica (Japão): Produziu várias câmeras SLR M42 bem conceituadas na década de 1960 e no início da década de 1970 (como a Pentamatic II, TL Super, TL Electro X).
4. Fuji Photo Film (Fujica – Japão): Ofereceu uma linha de sucesso de SLRs M42, particularmente a série ST (como a ST701, ST801, ST901) na década de 1970.
5. Cosina (Japão): Fabricou câmeras M42 tanto com sua própria marca quanto para muitas outras marcas (por exemplo, Vivitar, Chinon).
6. Ricoh (Japão): Também produziu câmeras SLR M42 (como alguns modelos Singlex) antes de desenvolver suas próprias montagens.
7. Chinon (Japão): Tornou populares as SLR M42 antes de mudar para outras montagens.
8. Voigtländer (Alemanha Ocidental): Até a Voigtländer a adotou brevemente para seus modelos Icarex 35S TM e, posteriormente, SL706 (após a fusão/colaboração com a Zeiss Ikon).

O Obturador da Praktica

Neste ponto a Praktica realmente inovou e ficou à frente mesmo de alguns concorrentes de prestígio. A Leica, desde 1925 havia estabelecido um padrão de obturador de plano focal que corre na horizontal com duas cortinas sobre a janela de 24×36 mm no filme 35 mm. A primeira abre o quadro e a segunda o fecha. Nas velocidades mais rápidas a segunda cortina começa a fechar quando a primeira sequer abriu o quadro totalmente.

Obturador da série L da Praktica

A ideia de um obturador de plano focal usando lâminas metálicas rígidas já era conhecida no Japão. A Konica F foi a primeira câmera de filme 35mm a utilizar um sistema que chamou de Hi-Synchro, já em 1960. A Copal, que fabricava também obturadores tipo leaf shutter, desenvolveu um outro tipo chamado Copal Square que usava braços paralelos para movimentar as finas lâminas que faziam papel de cortina.

Na Praktica L-series (introduzida in 1969). O “L” significa Lamellar, em referência às lâminas de aço. Foi um desenvolvimento independente da Alemanha Oriental, patenteado em 1961 pelos engenheiros Horst Strehle, Günter Heerklotz, e Hans Zimmet. A ideia foi utilizar um desenho em forma de tesoura para expandir ou recolher um conjunto de 3 ou 4 lâminas.

Posição das lâminas recolhidas
Posição das lâminas expandidas .
Estas imagens são frames de um vídeo muito interessante no qual uma Praktica é desmontada completamente:
Praktica MTL-3 camera teardown

Com esta configuração uma cortina se mantém cobrindo o quadro. No disparo ela é recolhida, abrindo o quadro e logo em seguida uma segunda cortina começa a fechar realizando o movimento inverso: ela estava recolhida e começa a se expandir. Esta segunda cortina parte com o retardo adequado para produzir o tempo de exposição que estiver selecionado, entre 1 e 1/1000 s no caso das Prakticas.

O mecanismo é muito mais barulhento que as tradicionais cortinas de tecido, mas tem a seu favor uma durabilidade muito maior e a principal vantagem é que permite uma velocidade de sincronismo de flash de até 1/125 s contra os normais 1/60 dos obturadores de cortina de tecido. Isso se torna especialmente interessante quando o flash é utilizado no modo “enchimento”, para suavizar as sombras em uma cena externa com luz do dia. Quando o ISO chegava a pena a 400 sem puxar o filme, o flash era muito mais utilizado do que é hoje. Poder sincronizar a uma velocidade maior era uma grande vantagem.

Os obturadores das digitais mais sofisticadas são descendentes diretos do obturador Lamellar da Praktica. Em vez de aço, usa-se fibra de carbono que por ser mais leve oferece menos inércia no momento de frear e por isso pode ser acelerado a maiores velocidades. Esta é uma distinção histórica muito honrosa para uma câmera “amadora” como era conceito que a Pentacon escolhera para sua linha Praktica.

Tratamento anti-reflexo

Este foi um outro trunfo desenvolvido em primeira mão pela Carl Zeiss Jena e que consolidou sua fama de excelência em ópticas. Embora concorrentes logo tenham implementado a tecnologia o ganho de imagem e prestígio da marca duram até hoje quando, 90 anos depois, lentes da Sony demandam um preço premium e ostentam o T* da Zeiss.

Em 1935, Alexander Smakula, um físico ucraniano que trabalhava para a Carl Zeiss Jena, inventou uma maneira de aplicar uma camada microscópica de fluoreto de magnésio à superfície do vidro em vácuo. Por um efeito de interferência da porção que se refletia no vidro e da porção que se refletia na camada de fluoreto de magnésio, muito mais luz era transmitida no seu caminho por dentro da lente.

Antes de 1935, sempre que a luz passava do ar para o vidro (ou do vidro para o ar), cerca de 4% a 6% dessa luz era refletida. Pode parecer pouco. Mas em uma lente simples como uma Tessar (4 elementos), perdia-se cerca de 25% da luz. Em uma lente complexa como uma Planar (6 elementos), a perda chega a quase 50%.

Pior do que a perda de luz era o reflexo: a luz refletida ricocheteava dentro da lente espalhando-se de forma aleatória, eliminando o contraste e criando imagens “fantasmas”.

Mas a invenção ficou guardada como um segredo militar e apenas binóculos, periscópios e outros equipamentos usados durante a guerra é que podiam passar pelo tratamento anti reflexo. Terminada a guerra as lentes da Carl Zeiss Jena começaram a mostrar aquela leve coloração azulada e a produzir um contraste nunca visto antes. As cores vinham mais saturadas e os negros mais profundos. Estas eram as lentes que tinha a marca T, de Transparenz, no alemão. Em 1972 o T transformou-se em T* para assinalar que agora as lentes recebiam não apenas uma camada mas várias camadas de sais e óxidos metálicos para atuar sobre uma faixa maior de comprimentos de onda ou cores da luz.

A Praktica MTL3 da coleção

A série L foi lançada no final dos anos 1960 e foi a principal apresentação das Prakticas até o final dos anos 1980. Seus principais atributos foram um fotômetro com leitura através da lente e, o mais importante o obturador com lâminas de aço correndo na vertical, como foi descrito acima.

A fotometragem passou por várias fases de aperfeiçoamento. Na primeira era apenas um fotômetro independente no topo da câmera, depois passou a ser acoplado ao ISO e velocidade do obturador, mas era preciso fechar a iris para gerar a leitura. Para isso, com a cena composta no visor, é preciso se acionar uma alavanca ao lado da lente. A imagem escurece, conforme o f stop que estiver selecionado e uma agulha indica se a luz está suficiente ou não. Esse é o método da MTL3.

O fotômetro em si, como todos que medem a luz através da própria lente, precisa de uma bateria que infelizmente era uma de mercúrio de 1.35V, a PX625. Pode-se até usar uma de 1.5 V alcalina do mesmo tamanho. Mas o problema é que enquanto que as de mercúrio mantinham os 1.35V por toda vida útil, as alcalinas apresentam uma voltagem que vai caindo e alterando as leituras. O ideal é ter um adaptador com eletrônica que mesmo com a variação da alcalina ele entregue sempre a mesma voltagem. Existem alguns à vena sob o códio MR9.

A série L foi extensa: L, LB, LTL, LTL3, MTL3, MTL5, MTL5B, MTL50, LLC / PLC / VLC, chegou a ter fotometragem com a lente toda aberta. O passo seguinte foi a Praktica B já incorporando controle do obturador por eletrônica e uma baioneta.

Um ponto um pouco estranho sobre as Prakticas é a posição do botão disparador que não fica no topo da câmera mas enviesado ao lado da lente. Isso acontece também nas Kodak Retina Reflex. No topo da câmera é mais ergonômico, mas depois de algumas fotos já dá para se acostumar.

Na hora de carregar um novo filme o engate é bem seguro. No geral é uma câmera bem desenhada e com construção robusta.

Lentes

As lentes para as Prakticas estavam no auge de variedade e especificações em 1978 quando a MTL3 foi lançada. Elas eram rotuladas como Pentacon ou Carl Zeiss Jena. Muitas delas tinham contatos eletrônicos para que fossem utilizadas com as câmeras das séries LLC/PLC que permitiam fotometria com a lente toda aberta. Mas funcionavam normalmente nas câmeras mecânicas como a MTL3. Já possuíam também o tratamento anti-reflexo multi coating, indicado às vezes como MC.

Um ponto interessante sobre a MTL3 é a versatilidade de seu sistema de medição “Stopped-down” (a pequena alavanca que se pressiona ao lado do botão do obturador). Isso significava que não importava se a lente tinha pinos “elétricos” ou não — ela funcionava com todas as lentes M42 já fabricadas, desde as Zeiss Biotars de 1949 até as Takumars (Pentax) da década de 1980. Essa compatibilidade “universal” é o que torna a MTL3 uma ferramenta até mais desejável que os modelos com fotometria com lente toda aberta.

A lente padrão era a Pentacon 50 mm f/1.8 (foto acima). Era um design de 6 elementos conhecido por sua incrível capacidade de foco próximo (até 0,33 m), tornando-o quase uma lente “semi-macro”. Ainda na categoria lente normal, 50 mm, havia também a Carl Zeiss Jena Tessar f/2.8: Conhecida como “Olho de Águia”, esta era a opção econômica e de ultra nitidez em 4 elementos.

A angular mais popular era a 29 mm f/2.8 (foto acima). Uma focal até estranha quando 28 mm era padrão em muitas outras marcas. Em focal mais longa: Pentacon 135 mm f/2.8: Frequentemente chamado de “Bokeh Monster” devido à sua abertura de 15 lâminas nas versões anteriores (embora na era MTL3, ele geralmente tivesse 6 ou 8 lâminas). Continua sendo uma das favoritas dos fotógrafos de retratos até hoje.

Uma lente muito interessante de se ter é a Pancolar Carl Zeiss Jena. Ela foi lançada como uma reação às japonesas e com a missão de superar a antiga Biotar 58 mm f/2. Destinava-se a profissionais e entusiastas exigentes que procuravam uma nitidez central elevada, mesmo com aberturas amplas, juntamente com uma melhor correção de cores para os recém-popularizados filmes coloridos.

Estas seriam as mais básicas. Além delas, para os profissionais e amadores exigentes alguns grandes nomes como Sonnar ou Flektogon também eram oferecidos.

Muito interessante com essas câmeras de rosca são as opções híbridas. Como por exemplo se usar uma Trioplan da Meyer Görlitz 100mm f/2.8. Esta é bem suave quando toda aberta e proporciona retratos com uma atmosfera de sonhos. Mas precisa que o assunto dê margem para se sonhar. Se não fica apenas um pouco embaçada. Por exemplo, abaixo algumas fotos que fiz em uma apresentação de Taiko. A primeira foto eu acho que a Trioplan foi bem com o olhar pensativo da moça. Já na segunda acredito que uma lente mais dura iria melhor com a mesma moça em movimento.

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