Apresentando: Dioptro Petzval Portrait

64 mm 1:3.6

Conheça aqui em todos os detalhes técnicos e de  compra para a lente Dioptro Petzval.

Esta lente foi desenhada por Rogério Brancaccio, físico e fabricante de instrumentos ópticos na Dióptro, óptica de precisão. Este site, apenasimagens.com, através de seu editor Wagner Lungov, é o seu representante comercial exclusivo. A lente segue o conceito daquela que é considerada a primeira lente realmente fotográfica, projetada pelo professor de matemática na Universidade de Viena, Joseph Petzval, em 1840, para equipar as primeiras câmeras fotográficas. Veja detalhes mais abaixo.

Condições comerciais

Preço de lista: R$ 2.500,00
Preço promocional de lançamento: R$ 1.990,00
Temos no momento 3 lentes para pronta entrega ainda a R$ 1.990,00.
Pagamento:

  • Sinal de R$ 500,00,  30 e 60 dias do faturamento via boleto bancário.
  • Custos de envio são a combinar e por conta do comprador

Como comprar

Primeiro tire suas dúvidas, veja o custo de envio e demais condições, entrando em contato com Wagner Lungov:

A seguir, por favor informe seus dados para faturamento no link: Pedido de Venda. Você será então contactado pela Dioptro para verificar que está tudo certo e efetuar o pagamento do sinal e depois é só aguardar a entrega na data combinada.

Ficha técnica

Distância Focal: 64 mm
Distância mínima de foco: 77 cm
Tipo de foco: helicoidal 120º
Abertura: fixa em f/3.6
Formato:
Círculo de iluminação: full frame 36 x 24 mm
Círculo de imagem: aps-c 25.1 x 16.7 (veja nota abaixo em Formato)
Peso: 500g
Altura: 62 mm
Maior diâmetro: 72 mm
Montagem: M42, baioneta Nikon F, Baioneta Canon EF (com anel adaptador na rosca M42)
Rosca para filtro: 52 mm
Tratamento anti-reflexo: single coating em todas as superfícies
Na embalagem: Tampas traseira, dianteira, certificado e manual do proprietário
Garantia: vitalícia contra defeitos de fabricação

Características da óptica de Petzval

Em muitas situações queremos uma fotografia na qual o assunto principal esteja bem nítido mas o seu entorno, normalmente o segundo plano da imagem, apresente uma perda mais ou menos acentuada de nitidez. Essa é uma situação comum nos retratos, mas pode ser usada criativamente também em muitas outras ocasiões.
A área nítida tem basicamente a mesma aparência entre as boas ópticas, pois tende ao mesmo ideal de “ponto no objeto registrado como ponto na imagem”. Mas a perda de nitidez não é igual para todas as lentes fotográficas.  A maneira particular como a imagem ganha esse blur, que os fotógrafos chamam de bokeh, constitui a “assinatura” da lente e varia muito de uma óptica a outra. Ela acontece por dois motivos básicos; o primeiro é inevitável, enquanto que o segundo depende das escolhas do projeto óptico.

 

1- Profundidade de campo: o foco das lentes é sempre ajustado pelo fotógrafo (ou automaticamente) para a distância em que se encontra o objeto fotografado, tudo o que estiver mais próximo ou mais distante sofrerá uma perda de foco ou nitidez. Essa perda é tanto maior quanto maior for a abertura da lente e quanto menor for a distância dela ao objeto. Ou seja, quanto maior for a abertura e quanto mais próximo o objeto fotografado, mais o fundo irá perder nitidez e aparecerá com um tipo de confusão que é a simples falta de foco.
2- Aberrações ópticas: qualquer lente convergente com duas superfícies esféricas forma imagem. Porém essa imagem só é nítida em uma região muito pequena e central. O que estraga a imagem fora desse miolo, algumas vezes poeticamente chamado de sweet spot (ponto doce) no inglês, são as aberrações ópticas criadas pelo fato da lente ter superfícies esféricas. Lentes fotográficas são geralmente compostas de vários elementos para ajudar a controlar essas aberrações. São elas, principalmente, aberração cromática, aberração esférica, curvatura do campo e  astigmatismo. Ao longo da história das lentes fotográficas sempre se buscou eliminar todas as aberrações. Ao mesmo tempo, também ao longo de toda a história, logo a partir do seus primeiros anos, sempre foram apreciadas as lentes “artísticas” que carregam algum tipo de perda de nitidez ou distorção proposital.

Lentes modernas

As lentes modernas são muito bem corrigidas. A partir de ~1890 com a invenção de novos vidros foi possível se fabricar lentes muito boas e quase perfeitas para aberturas razoavelmente grandes chegando na época a  f/4.5 (veja a Tessar, por exemplo). Recentemente, com a introdução de superfícies não esféricas, do cálculo por computador e sensores muito pequenos, foi possível se levar a nitidez da imagem ao limite de nossa percepção. Sabemos, teoricamente, que a imagem não é perfeita mas na prática não conseguimos “ver” suas imperfeições. Pesa muito também o fato de que somos, por uma característica de nossa capacidade cognitiva, condicionados a achar realistas certas formas convencionais de nossa cultura para render imagens. A tecnologia ajuda e nosso cérebro acaba de fazer o serviço de achar aquela imagem extremamente igual ao que veríamos ao vivo.
A consequência dessa quase perfeição é que uma lente moderna só perde nitidez no segundo plano por conta da inevitável profundidade de campo. É o que quase todo mundo faz com a “cinquentinha”, a lente 50 mm f/1.8 que faz sucesso no portfólio das grandes marcas. Mas assim mesmo, isso só fica evidente se de fato se usar uma abertura grande e o objeto estiver próximo. Lentes com abertura/sensores pequenos (celulares, por exemplo) apresentam uma nitidez impressionante, incômoda às vezes, para quase todas as distâncias.

Foto de Wagner Lungov realizada com a Dioptro Petzval em uma Canon T6i (formato aps-c)

Lente de Petzval

A lente de Petzval apresenta os dois efeitos mencionados acima e produz uma perda de nitidez acentuada na periferia da imagem. Ela é bem corrigida para cromatismo e razoavelmente corrigida para curvatura do campo em um ângulo de visão de aproximadamente 15º. Fora disso todas as outras aberrações ficam muito presentes. Para conhecer mais sobre a construção e história da Petzval acesse este link.

Swril , o famoso redemoinho da Petzval

Muito característico da Petzval é que ela perde nitidez em pontos distantes do eixo da lente de uma maneira que apresenta um certo padrão. Pontos no objeto geram manchas que não são simplesmente circulares, como se fossem pontos grandes, ou pontos difusos, eles ficam bastante ovalados, formam manchas elípticas – com o eixo menor da elipse radial ao centro da imagem. Isso dá um efeito de redemoinho our swirl que o fotógrafo pode controlar escolhendo o fundo e as distâncias lente/sujeito e sujeito/fundo. Obviamente, um fundo liso, mesmo com seus pontos ovalando, permanecerá liso na imagem. Um fundo com pontos ou manchas com boa relação de tamanho para que sejam “emendados” e formem o padrão do swril, podem até ficar com a aparência dinâmica de girar em volta do centro da imagem.
Linhas tangenciais serão reforçadas, alongadas, e linhas radiais tenderão a perder presença. As possibilidades estéticas de se usar as aberrações produzidas pela lente de Petzval são enormes. Pode-se obter um efeito suave que irá apenas dirigir a atenção do observador para o ponto que o fotógrafo quiser priorizar ou até efeitos dramáticos como se o mundo todo conspirasse em torno do centro da fotografia.

Foto de Guilherme Maranhão realizada com a Dioptro Petzval em uma Canon 5D (full frame).

A Petzval da Dioptro

A lente fabricada pela Dioptro segue o conceito original de Petzval. Um dubleto colado na frente faz a luz convergir, é o dubleto de maior potência, o segundo dubleto (não colado) é menos potente e seu papel é reduzir a curvatura de campo aumentando assim o ângulo de visão sem precisar fechar seu diafragma, como os fotógrafos eram obrigados a fazer na época em que apenas as lentes tipo paisagem existiam.

Formato

A lente tem 64 mm de distância focal. O círculo de imagem é algo mais subjetivo quando se trata de uma lente com o bokeh da Petzval. Fotógrafos do século XIX aparentemente não gostavam do swril e escolhiam focais que cobriam boa parte da imagem com nitidez razoável. Os fabricantes recomendavam em seus catálogos focais para formatos que descartavam a área onde as aberrações se tornavam mais significativas. É bem mais recente a descoberta das possibilidades estéticas de se incluir na fotografia a área onde o swril aparece com destaque. Foi quando fotógrafos passaram a experimentar lentes de Petzval em formatos muito maiores do que aqueles para os quais a lente foi originalmente projetada. Isso dificulta se falar em círculo de imagem para essas ópticas pois vemos que historicamente o que antes era desconsiderado passou a ser incluído no quadro da imagem. Não há um critério claro para isso.

Nosso critério

círculo de iluminação da Dioptro Petzval permite seu uso em formato full-frame (24 x 36 mm) sem vinhetar. Quando utilizada em APS-C (25.1 x 16.7 mm) temos obviamente um recorte menor. A área de nitidez é a mesma nos dois casos. O full-frame irá  apenas incluir mais da área da imagem na qual as aberrações são mais acentuadas. Isso é mostrado claramente na fotografia abaixo.

Foto de Guilherme Maranhão realizada com a Dioptro Petzval em uma Canon 5D (full frame).

Para esta lente, com 64 mm de distância focal, adotamos que o seu círculo de imagem é para aps-c (25.1 x 16.7 mm). Esse é o formato que melhor corresponde ao que se considerava o círculo de imagem para ópticas baseadas na fórmula de Petzval em seu tempo. Por uma questão de continuidade e comparabilidade, estamos adotando um critério com dimensionamento semelhante.

Foto de Wagner Lungov realizada com a Dioptro Petzval em uma Canon T6i (formato aps-c)

Montagem

A Dioptro Petzval é oferecida nos padrões M42 ou baioneta Nikon F. A baioneta Canon EF também é fornecida na forma de um anel adaptador na rosca M42. A lente permite um ajuste fino do foco no infinito com instruções no manual do proprietário. Isto pode ser útil nos casos de uso em câmeras com rosca M42 mas com FDD fora do padrão 45,46 mm e também para acomodar anéis adaptadores fora de padrão.

Foto de Guilherme Maranhão realizada com a Dioptro Petzval em uma Canon 5D (full frame).

Corpo

O corpo da lente é muito robusto e fabricado em alumínio anodizado preto. O anel de foco recebe uma anodização na cor do latão. Essa é uma referência às primeiras lentes de Petzval, como uma forma de assinalar a sua linhagem nobre na história das ópticas fotográficas.

Voigtländer Petzval 245 mm f/3.6 – 1862 – coleção Wagner Lungov

Para quaisquer outras informações, favor entrar em contato com Wagner Lungov: