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Circuito cronológico, 1901 até 1915

1901

Kodak, Kodak Brownie nº2
Câmera para a qual o filme 120 foi lançado. Foi importantíssima na massificação da fotografia. Seu preço de lançamento foi de 2 USD e sua produção chegou na casa dos milhões de unidades.

1902

Carl Zeiss, Tessar
Talvez a lente de maior sucesso de todos os tempos, se unidades produzidas for o critério. Conhecida por ser muito nítida, equipou desde câmeras miniatura até ultra-large format,

Emil Busch, Omnar
Uma anastigmática do tipo convertible, isto é, seus dois grupos ópticos podem ser usados isoladamente, resultando em uma focal bem mais longa com o sacrifício da abertura que fica bem menor.

1903

Voigtlander, Heliar
Lente mítica da Voigtlander. Primeiro desenho foi em 1900, baseado na Cooke Triplet. Depois foi recalculada, sob influência da Tessar, e lançada como Dynar em 1903. O nome Heliar foi adotado logo em seguida e manteve-se em produção nos mais variados tamanhos por muitas décadas.

Hermagis, Eidoscope
“Ela não fotografa, ela desenha”, assim os irmãos Seeberger, fotógrafos da alta sociedade parisiense, descreveram a Eidoscope, uma lente soft-focus lançada em pleno período pictorialista. O exemplar da coleção é bem posterior, produzido pela SOM Berthiot, a qual adquiriu a Hermagis em 1935 e a manteve no catálogo.

Thornton Pickard, Tribune
Na época, era uma câmera para iniciantes. Hoje é uma câmera extremamente leve e versátil com movimentos bem generosos. Originalmente para chapas 3¼ x 4¼”, mas este exemplar foi adaptado para 4×5″.

1904

Gaumont, Block-Notes
Para instantâneos em placas de vidro 4,5×6 cm. Poucas opções de velocidade, duas aberturas e sem ajuste de foco. Esta câmera é uma delícia de se usar.

1905

Clement et Gilmer, Ultra
Camera interessante, possui um compartimento atrás que pode guardar até 3 chassis duplos, dando assim ao fotógrafo a autonomia de 6 chapas.

Houghtons, Klito
No conceito de câmera de detetive, por dispensar o tripé e permitir fotos indiscretas, esta câmera inglesa pode ser carregada com 12 placas de vidro.

Butcher, Midg #2
Inglesa, tipo falling plate, ou detetive, ou magazine, uma câmera de entrada, muito simples, mas foi a câmera utilizada por duas crianças que fotografaram fadas em um bosque.

Kodak #1 Folding Pocket
É um pouco exagerado chamar esta câmera de “pocket”, que cabe no bolso, mas é uma bela câmera em madeira, com fole vermelho e metais cromados. Faz negativos em 2¼ x 4¼ em filme 116. Mas com adaptadores (extra-oficiais) pode também fotografar em filme 120.

Thornton Pickard, Royal Ruby Triple Extension
Câmera inglesa para o formato 18x24cm. O fole estende-se até 70cm e isso permite o uso de lentes de até 420mm para se fazer retratos, por exemplo. É um primor de construção.

Puyo et Pulligny, Objectif d’Artiste
Fabricada pela tradicional casa Darlot Opticien à Paris, esta objetiva usa a aberração cromática, não corrigida, para dar um efeito soft-focus na imagem, como era bem ao gosto de muitos na época.

Eastman Kodak, Daylight Enlarger
Bom lembrar que a fotografia existia muito antes e em muitos lugares onde não havia energia elétrica. Este ampliador usa a luz do dia para imprimir negativos 9×12 e 6,5×9 cm.

C.P. Goerz Ampliador com luz do dia
A necessidade de se ampliar o negativo veio junto com a chegada das câmera em miniatura. Este ampliador permite alguma variações de tamanho ao ampliar negativos 4,5×6 cm e usa a luz ambiente para isso.

1906

Lamparina Pigeon com manga Junius
Muito práticas para laboratórios, anteriores ou sem lâmpadas elétricas, esta lamparina patenteada por Charles Pigeon in 1884 aceita a manga fabricada em um belo vidro vermelho na marca Junius.

1909

Graflex, Graflex Auto RB
Monoreflex grande formato, muito utilizada por grandes fotógrafos como Alfred Stieglitz, Louis Hine e Dorothea Lange

ICA, Ideal
Câmera muito sofisticada e bem construída. Permite troca da lente e vários movimentos. Usa chassis próprio no formato 10x15cm para se fazer Cartes Cabinet imprimindo por contato.

Rodenstock, Eurynar
Um best-seller da Rodenstock. Em 5 anos vendeu 50.000 unidades. É uma anastigmática de uso geral com 4 elementos em dois grupos.

1910

Contessa Nettel, Deckrullo
Câmera para cenas de ação. Conta com obturador de plano focal de duas cortinas e velocidades até 1/1200 s para o formato 13x18cm

ICA, Nixe
Uma câmera hibrida, no sentido de que podia usar filme em rolo, no caso o 122, mas vinha também com vidro despolido e chassis para placas de vidro no formato 9x14cm

View Camera 13x18cm
Não foi possível identificar o fabricante desta câmera. Além do formato, é um modelo com especificações muito comuns para essa época

ICA, Excelsior
Fabricada em Dresden esta é, por sua leveza e portabilidade, classificada como uma câmera de viagem. Em 13x18cm, oferece vários movimentos entre lente e chassis para placas de vidro.

Houghtons, Klito 3A
Câmera para 12 chapas de vidro 3¼ x 4¼”, upgrade da Klito original apresentando um sistema de foco por cremalheira.

1911

Wollensak, Verito
A famosíssima soft focus americana. As imagens de glamour associadas à era de Hollywood, em fotos em preto e branco de Greta Garbo, Gloria Swanson e Clark Gable, para citar algumas, devem muito ao look proporcionado por esta lente.

1913

Jules Richard, Taxiphot visor stereo de mesa automático
Um mecanismo complicado mas muito robusto pode passar até 25 vistas em 3 dimensões no formato 45×107 mm. O efeito é surpreendente.

Wollensak, Velostigmat Serie III Wide Angle
Esta anastigmática da firma americana de Rochester tem focal de 159mm, abertura f/9.5 e ângulo de visão de 90º, suficientes para fazer até 8×10″.

1914

ICA, Maximar
Câmera leve e bem construída no formato 9×12 cm e dupla extensão do fole permitindo fotos em close-up

1915

Goerz, Tenax
Câmera para instantâneos em placas de vidro no formato 6,5 x 9 cm. Ajuste de foco e obturador Compound escondido no painel frontal dá boas opções de abertura e velocidade.