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Circuito cronológico, 1946 a 1955

1946

Linhof, Technika 13×18 cm
As Linhof Technika, como drop bed camera toda em metal e fabricada com extrema precisão e flexibilidade de controles, estiveram presentes desde o início do século. Mas se considerarmos a adoção do chassis universal como início de uma nova era, então 1946 é a data de seu nascimento, ou melhor, renascimento.

Linhof, Technika 9×12 cm ou 4×5″
Este foi o formato que se consagrou como uma espécie de padrão para fotografia profissional de assuntos parados. As Linhof Technika ocuparam um lugar de destaque por sua natureza um pouco híbrida, pois se presta tanto a fotos externas como em estúdio.

Linhof, Technika 6,5×9 cm ou 2¼ x 3¼ “
Com esta câmera a Linhof parecia achar que resolvera todos os problemas dos fotógrafos em todas as situações. Ela é maravilhosa, mas o conceito perdeu o sentido em uma época em que as câmeras e fotógrafos tendiam fortemente à especialização.

1947

Graflex, Pacemaker Crown Graphic 4×5″
Ícone da fotografia jornalística norte americana nos anos 1950, a Crown Graphic é uma simplificação da Speed Graphic por dispensar o obturador de plano focal. Muito mais leve que uma Linhof Technika, ela permitia street-photography em 4×5″.

Graflex, Miniature Pacemaker Crown Graphic 2¼ x 3¼”
Também conhecida como Baby Crown Graphic, é uma médio formato para filmes em chapas ou para filme 120 com adaptadores.

David White, Stereo Realist
Depois de um declínio no interesse em fotos em 3 dimensões, que fora tão popular até o início do século XX. Esta câmera protagonizou um retorno glorioso. Aproveitando-se da introdução dos filmes positivos coloridos a Stereo Realist fez a fotografia stereo voltar a brilhar.

Arsenal, Kiev
Uma série de câmeras, cópias da Contax, construídas com o que foi levado de maquinário, desenhos e até peças de Dresden para Kiev. Ficou décadas em produção sem grandes alterações

1948

KMZ (Krasnogorsky Mekhanichesky Zavod), Zorki
Primeira Zorki era cópia franca da Leica II. Mantendo o conceito de base, várias modificações foram feitas e permitiam a muitos fotógrafos, a uma fração do preço da Leica, experimentar uma rangefinder 35mm e montagem da lente padrão no M42.

1949

DFV, Kapsa
Tipo caixa produzida no Brasil. Usa filme 120 e faz o formato 6x9cm. A lente é um dubleto e há ajuste de foco deslizando-se lentes auxiliares à frente do mesmo.

Eastman Kodak, densitômetro
Instrumento para medir a densidade ponto a ponto, por transmissão ou reflexão. Serve, por exemplo, para avaliar faixa tonal de um negativo e preparar sua ampliação. Usado tanto em preto e branco como em cores.

Voigtlander Vito II
Esta câmera é bem construída e muito simpática, mas trata-se de um lançamento tardio de um conceito que nessa época já era bem obsoleto.

1950

Ernst Leitz, Leica IIIf
O mesmo que a IIIc mas agora incorporando o sincronismo para flash. Foram produzidas 184.000 Leicas IIIf entre 1950 e 1957

Eastman Kodak, Dualflex
É quase uma fake, pois ela parece ser uma TLR, Twin Lens Reflex, mas na verdade é apenas um visor do tipo Reflex Brilliant Finder composto por uma lente frontal, um espelho e uma lente de aumento no topo da câmera.

Voigtlander, Prominent
Mais um design experimental nessa rangefinder 35mm com telêmetro no visor e acoplado ao foco: o foco, em vez de ser feito no tubo da própria lente, é ajustado em um anel no topo da câmera.

Voigtlander, Bessa II
Uma folding 6×9 cm com telêmetro no visor e acoplado ao foco. Muito bem construída e com um complicado sistema de foco acionado no topo da câmera.

1951

Ihagee, Exa
Versão simplificada da Exakta. Possui um interessante obturador que utiliza o próprio mecanismo do espelho e dispensa assim as cortinas.

Zeiss Ikon Ikonta 524/2
Uma 6×9 cm para filme 120 com telêmetro independente: depois de fazer o foco em um visor separado, é preciso ajustar a distância no anel de foco na lente.

Kodak AG, Retina IIa
Totalmente diferente das Retinas de 1934, a IIa é uma camera muito mais sofisticada e com telêmetro no visor e acoplado ao foco. Mas ainda no conceito do leaf-shutter no corpo da lente.

Zeiss Ikon, Nettar 518/16
Mais uma folding 6×6. Simples, muito bem construída, mas com um conceito já desgastado de fole, leaf-shutter e foco por estimativa.

1952

Zeiss Ikon, Contessa 35
Uma folding 35mm tipo drop bed. Excelente qualidade de construção, muito sólida, muito compacta e um rangefinder acoplado no visor.

KMZ (Krasnogorsky Mekhanichesky Zavodeiss), Zenit
A primeira Zenit, fabricada na URSS, era a rangefinder Zorki, cópia da Leica, transformada para SLR. Seu posicionamento era de ser acessível e durável. O modelo da coleção é mais recente.

1953

Zeiss Ikon, Contaflex
Muito sólida e confiável, esta SLR fez sucesso também pelo peso da marca, pois conceitualmente não tinha as características que o futuro da fotografia iria escolher.

1954

Ernst Leitz, Leica M3
Depois de quase 30 anos da excelente Leica Barnack, surge a gigante Leica M3. Considerada por muitos como a melhor câmera já construída. Extremamente versátil, precisa e durável.

Voigtlander, Vito B
Uma 35mm compacta, muito bem feita e toda manual. Uma câmera que foi popular e vinha normalmente com uma excelente óptica, a Color-Skopar 50mm.

Voigtlander, Vitessa
Diferente de tudo que existia, não durou muito essa câmera de excelente qualidade. O avanço do filme, o sistema de foco, a “porta dupla” que se abre para sair a lente. Tudo é muito original na Vitessa.

VEB Carl Zeiss Jena
Com design minimalista a Werra é uma câmera muito original. O avanço do filme se faz com um anel em torno da lente. Como quase tudo do leste europeu do pós guerra, ficou muitos anos em produção.