ano

Circuito cronológico, até 1880

1807

Câmera Clara, William Hyde Wollaston
Concebida como uma ajuda ao desenhista, a câmera clara teve uma segunda vida com a chegada da fotografia em 1839. Ela foi intensamente utilizada pelos artistas gravadores quando a imprensa ilustrada precisou copiar fotografias de forma rápida e precisa. O uso da Chambre Claire, ou Câmera Clara, legitimava a autenticidade da imagem.

1827

Heliografia, Nicephore Niépce
Autor da que é considerada a primeira fotografia da história, o Point de vue du Gras. Foi com um método que ele chamou de Heliografia, mas, curiosamente, não houve uma segunda fotografia realizada pelo mesmo método.

1839

Daguerreótipo, Louis Daguerre
Inventado por Louis Daguerre, o processo fotográfico chamado daguerreótipo foi comprado pelo governo francês e doado ao mundo 1839. Foi o primeiro processo fotográfico a alcançar sucesso, um enorme sucesso.

Papel salgado, William Henry Fox Talbo,
Antes de chegar ao processo completo do negativo/positivo, Talbot já havia desenvolvido a técnica do papel-salgado para impressões fotográficas. Mais tarde ele seria parte do seu calótipo e também empregado com outros processos como o colódio para impressão do positivo

Lente para paisagens, Lerebours et Secretan
As primeiras lentes utilizadas nos daguerreótipos eram deste tipo, simples dubletos acromáticos com o diafragma posicionado à frente. Este exemplar é um desenho aperfeiçoado, de 1846, fabricado em cerca de 1855.

1840

Voigtlander, Lente de Petzval para retratos
Calculada pelo matemático Joseph Petzval logo após à publicação do processo do Daguerreótipo, esta lente muito luminosa, com f/3.6, permitia se fazer retratos. Este exemplar é de 1862.

1841

Calótipo, William Henry Fox Talbot,
Em 1841 o processo negativo/positivo em papel, que Talbot vinha desenvolvendo desde a década de 30, chegou a um nível operacional com o mesmo grau de sensibilidade que o Daguerreótipo. Foi o processo básico de toda a fotografia analógica até nossos dias.

1850

Papel albuminado, Louis Désiré Blanquart-Evrard
O processo de impressão usando a albumina como base para os sais de prata foi fundamental e praticamente definiu o que seria fisicamente uma fotografia.

1851

Colódio ou placa úmida, Frederick Scott Archer
Processo fotográfico para negativos em vidro. Foi o responsável por uma expansão vertiginosa da fotografia a partir do ano 1851 e permaneceu como processo mais utilizado até por volta de 1880.

Câmera para Colódio
O grande arquétipo de câmera portátil. Com fole, vidro despolido e pano preto, consolidou o gesto fotográfico das primeiras décadas.

Mesa para retoque de negativos
Com o crescimento dos processos negativo/positivo, surgiu a possibilidade de se alterar substancialmente a imagem fotográfica retocando-se o negativo antes de sua impressão. Este aparelho era a “mesa de luz” no tempo em que não existia ou quando não era disponível a luz elétrica.

Prensas de contato
Com excessão de aplicações específicas, todas as impressões a partir de negativos eram feitas por contato. A fotografia era do mesmo tamanho do negativo e não havia ampliação.

1855

James Ambrose Cutting, Ambrótipo ou Ambrotype
Processo de positivo direto usando o colódio sobre em vidro ao qual é aplicado um fundo preto. De 1855 a 1865 substituiu em muito o Daguerreótipo que era bem mais caro e trabalhoso.

Lente para paisagens ou objectif simple, Hermagis
Desenho típico dos primeiros anos da fotografia. Muito escura, ganhou uma sobrevida de várias décadas por conta do aumento significativo da sensibilidade de novos processos fotográficos.

1856

Cone Centralisateur, Jules Jamin
Variação francesa sobre a lente de Petzval. O cone tem o objetivo de reduzir reflexões internas e melhorar o contraste. O exemplar da coleção leva a marca Darlot, sucessor de Jamin e foi fabricado c1862.

Ferrótipo ou ferrotype ou tintype, Hamilton L. Smith
Processo baseado no colódio mas utilizando como base uma lata pintada de preto. Era de longe o mais barato processo fotográfico e praticado por fotógrafos de rua por muitas décadas.

1857

Photography, Elizabeth Eastlake
Artigo seminal, trás a história da fotografia em sua primeira infância, seguida de uma discussão de suas possíveis relações com a arte.

Orthoskop, Voigtlander
Desenho de Petzval, que ficou abandonado por quase 20 anos, foi retomado como lente para paisagens e reproduções. Foi considerada, na categoria, a melhor de sua época

1859


Carte de Visite, André-Adolphe-Eugène Disdéri

Com a invenção do colódio e do papel albuminado, inicia-se uma febre por estas pequenas fotos de aproximadamente 6x10cm. Disdéri criou o processo de produção e montagem que virou um padrão mundial.

1860

Triple Achromat, Dallmeyer
Novidade inglesa, uma lente que era praticamente livre de distorções para os padrões da época. Foi utilizada para copiar desenhos de Rafael.

1865

Graphoscope, Charles Gaudin
Acessório para visualização das Cartes de Visite, stereoscopias e também o formato Carte Cabinet. A grande lente de aumento enche o campo de visão e produz uma experiência muito mais imersiva que a observação a olho nú.

1866

Rapid Rectilinear, Dallmeyer
Revolução na óptica fotográfica. Primeira lente de uso geral quebrando a polarização retrato ou paisagem. Uma abertura razoável em f/8 e um ângulo de visão também razoável em torno de 50/60º.

Aplanat, Steinheil
Em Munique, ao mesmo tempo em que Dallmeyer lançou a Rapid Rectilinear em Londres, Steinheil lançou a Aplanat, exatamente dentro do mesmo conceito de dois dubletos simétricos.

1870

Lanterna Mágica, Johann Falk
Lanternas mágicas existiram desde 1659, mas a invenção da fotografia abriu novas possibilidades para a imagem projetada a qual, mais tarde, traria o cinema.

1871

Placas Secas, Richard Maddox
Desenvolvimento das primeiras emulsões fotográficas usando a gelatina como meio de suspensão. Abriu caminho para a produção industrial substituir a produção artesanal da mídia fotográfica.

1877

Euryscope, Hans Zincke Sommer
Foram 10 anos de atraso para que a pioneira Voigtlander lançasse a sua aplanat. A série Euryscope foi a salvação da firma que insistia em viver do antigo sucesso da Petzval. Motivo: intriga de família.